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Emoção marcou o lançamento da FlinkSampa 2016

Uma manhã de muita emoção: esse foi um breve resumo de um evento marcante, que evidenciou todo o valor que a cultura negra tem para o país e a importância dos debates para corrigir um cenário de injustiças e preconceitos ainda existente. O clima era de contestação, mas era também de alegria pela realização de mais uma edição da FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, que acontecerá de 18 a 19 de novembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O lançamento da programação aconteceu no dia 2 de agosto, no Renaissance São Paulo Hotel, e reuniu cerca de 50 convidados.

Para o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, “foi um momento de dizer da educação, da esperança, do trabalho, do compartilhamento” de tantos esforços que culminaram na promoção de um dos  maiores festivais da cultura negra de todo o país. Ao lado dele, compuseram a mesa de abertura Guiomar de Grammont, curadora de Literatura; Chico Spinoza, diretor geral do Troféu Raça Negra; Martinho da Vila, homenageado do evento em 2015; João Batista de Andrade, presidente do Memorial da América Latina; Maurício Pestana; secretário da Igualdade Racial de São Paulo; Maria Fernanda Delmas, diretora de Comunicação da Coca-Cola; Walter Vicioni, superintendente do SESI; Thiago Thobias, diretor de Conteúdos e Relações Institucionais da Roquette Pinto; e Benemar França, tataraneto de Luiz Gama, homenageado desta edição. A cerimônia foi conduzida pela presidente da FlinkSampa, Francisca Rodrigues.

O lançamento marcou o anúncio de parte da programação deste ano. Entre as maiores novidades previstas estão a realização do I Prêmio Flink de Literatura, destinado a autores iniciantes, com idade entre 16 e 29 anos; e o Afrominuto, que envolverá escolas municipais e estaduais de São Paulo em uma saudável competição pelo melhor vídeo produzido a partir de dispositivos móveis.

O momento mais marcante da cerimônia foi a performance do ator Deo Garcêz, que entrou em cena interpretando Luiz Gama, dono de uma biografia tão bonita quanto triste: Luiz Gama nasceu livre, na Bahia, em plena era da escravidão no Brasil. Filho da negra Luiza Mahin, que participou de diversas insurreições de escravos; aos 10 anos, foi vendido como escravo pelo próprio pai, um fidalgo português. Luiz Gama alfabetizou-se como pôde, escapou do cativeiro e tentou ingressar no Curso de Direito do Largo do São Francisco – hoje denominada Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Por ser negro, enfrentou a hostilidade de professores e alunos, mas persistiu como ouvinte das aulas. Não concluiu o curso, mas o conhecimento adquirido permitiu que dedicasse sua vida à defesa jurídica de negros escravos.

Esta edição da FlinkSampa terá cerca de 100 convidados, nacionais e internacionais, distribuídos em uma programação intensa e plural. Uma presença marcante será o ativista Jesse Jackson, que participará do Seminário Internacional – Educação, Conhecimento, Diversidade e Ações Afirmativas, com o tema Liberdade: o Legado de Luiz Gama na Luta pelos Direitos da População Negra Brasileira. As diversas mesas funcionarão como um importante espaço para a discussão das questões raciais, legitimando-o como ponto de referência na luta pela igualdade dos negros. Com curadoria da professora Eliane Almeida, foram anunciados nomes como Fábio Coelho, presidente do Google Brasil; o Bispo Dom Eduardo Vieira dos Santos, o Babalawo Ivanir dos Santos e Marcos da Costa, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo.

 

Participam ainda importantes nomes ligados ao segmento acadêmico, como o Prof. Dr. Patrício Carneiro (PUC-SP), Prof. Dr. Victor Kajibanga (Univ. Luanda), Phd Rhoda Arrindell (Dutch Saint Maarteen) e Macaé Evaristo (Secretária de Educação do Estado de Minas Gerais).

Um exemplo da força e atualidade do evento será a realização da mesa Viver em Liberdade: a questão dos refugiados. Dela participarão a professora Isabelle Dias Carneiro Santos; Madsen Cherubin, embaixador do Haiti no Brasil; Orlando Manuel José Fernandes da Mara, reitor da Universidade Agostinho Neto (Luanda, Angola); Paulo Daniel Elias Farah, diretor-presidente do BibliaSPA, ONG que oferece cursos de línguas para estrangeiros de origem árabe e refugiados; e Tânia Aparecida Rodrigues, secretária executiva do MinC.

Já a programação literária, com curadoria de Guiomar de Grammont, terá convidados de 12 países, incluindo o Brasil. Destes, estão confirmados os brasileiros Ana Paula Maia, Ferréz e Paulo Lins. Já em âmbito internacional, estarão presentes Antônio Quino e Maria Celestina Fernandes, de Angola; Futhi Ntshingila, da África do Sul; Glaucia Nogueira, de Cabo Verde; Jean-Paul Delfino, da França; Carlos Moore e Teresa Cárdenas, de Cuba; Kangni Alem, do Togo; e Milagros Carazas, do Peru.

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