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Soyinka: Prêmio Nobel na Zumbi

soyinka 3A literatura está em festa. O grande escritor nigeriano Wole Soyinka, de 86 anos, considerado o mais notável dramaturgo da África e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1986, esteve na Universidade Zumbi dos Palmares. Professores, estudantes, autoridades, brasileiras e estrangeiras, escritores, personalidades participaram da conversa com Soyinka, que falou sobre ‘tigretude’, criatividade e a necessidade de estreitar laços entre artistas brasileiros e africanos, citando o seu projeto O Negro no Mediterrâneo Azul.

Acompanhado do reitor José Vicente, que agradeceu a visita e se disse muito honrado em receber o escritor, Soyinka descerrou uma placa em sua homenagem na biblioteca da universidade.

Bate-papo com Martinho

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Martinho da Vila, o homenageado deste ano da FLINKSAMPA e do Troféu Raça Negra, reuniu escritores e público para uma roda de conversa na Galeria Maria Traba, no Memorial da América Latina. Estiveram presentes, Teresa Cardeñas, Lopito Feijó e Salgado Maranhão, entre outros. Falou-se de tudo um pouco, conversa de botequim, poesias, escritos e a vida do cantor, compositor e escritor. Depois do bate-papo, Martinho visitou a exposição, montada na própria galeria, que conta a sua trajetória.

O poder do crespo tem

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Questões ligadas ao uso do cabelo crespo receberam atenção especial durante a FLINKSAMPA. Para falar sobre o assunto, o bate-papo “Crespas e cacheadas: O empoderamento do cabelo”, recebeu Neomisia Silvestre (Orgulho Crespo), Xênia França (Grupo Aláfia) e Raquel Garcia (Escritora e Blogueira).

Durante a conversa as convidadas ressaltaram a importância dos fios ao natural para a reconstrução da autoestima, e falaram sobre o uso dos crespos como forma de militância. “O corpo negro e seus símbolos sofrem violência todos os dias. O cabelo é um desses símbolos, uma parte desse corpo que é violentado. A luta em prol da autoestima e de seu uso livre não está dissociada da luta política, nem é menos importante. Estamos falando de um sistema racista complexo e precisamos agir em todas as frentes”, disse Raquel Garcia.

Para Xênia França, usar ou não o cabelo crespo não deve estar ligado a modismos temporais. Para a cantora, “o processo de desconstrução do imaginário coletivo é mais importante, pois nós passamos e a moda também, o que fica é o legado de liberdade e luta que precisamos deixar para os mais novos”, completou.

A FLINK e a moda

moda flinkEstudantes da ETEC Carlos de Campos produziram peças com referências africanas e afrobrasileiras especialmente para o desfile na FLINKSAMPA. Turbantes, roupas coloridas e muita beleza estiveram na passarela para mostrar os temas Etnia, Moda Urbana e Moda Clássica. Três turmas do curso de moda da instituição apresentaram suas criações.

Cores, turbantes e muita beleza negra estiveram presentes nas apresentações que foram divididas por turmas do primeiro, segundo e terceiro ano que apresentaram os seguintes temas: Etnia, Moda Urbana e Moda Clássica. Os alunos desenvolveram uma extensa pesquisa sobre no continente africano e afrobasileiro, explorando tecidos, cores e texturas.

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