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A cor da palavra

palestra

No bate-papo A Cor da Palavra os premiados escritores afrobrasileiros José Jorge Siqueira, Salgado Maranhão e Manto Costa abordaram, entre outros pontos, o embranquecimento de escritores negros como Machado de Assis e Mário de Andrade. Os convidados lembraram ainda que a literatura brasileira começou negra “se não na autoria, na estética e na temática”, afirmou o vencedor do Prêmio Jabuti, Salgado Maranhão.

Os escritores discutiram ainda sobre a forma como o fim da escravização formal afetou os registros literários do negro no Brasil. Para eles, a falta de inclusão do negro na sociedade e sua impossibilidade de frequentar as escolas, fez com que tivessem dificuldade de registrar suas histórias usando a linguagem formal, por meio dos livros. Maranhão terminou dizendo que: “o Brasil não nos prometeu nada. Temos que ocupar espaços de excelência. A cultura que o Brasil tem para oferecer é negra, nossa”, terminou Maranhão.

Autores

A FLINKSAMPA, como uma grande Festa Literária, tem o prazer de receber autores nacionais e internacionais. Confira quais autores estão confirmados:

Carlos Moore

  É escritor, pesquisador e cientista social cubano radicado no Brasil. Moore tem obra voltada ao registro da história e da cultura negra. Entre seus livros estão Racismo e sociedade; Marxismo e a questão racial; Fela, esta vida puta; e o mais recente, Pichón, sobre suas memórias de vida e de luta, em Cuba, nos Estados Unidos e na França ao lado de grandes ativistas negros do mundo como Malconlm X, Cheikh Anta Diop, Aimé Césaire, Stokely Carmichael, Lélia Gonzalez, Waltério Carbonell, Abdias Nascimento, Harold Cruse e Alex Haley, entre outros.

Caryl Férey (Caen, Calvados, 1967)

  Escritor francês premiado por seus romances policiais. Lançou, em 1994, seu primeiro romance Avec un ange sur les yeux [Com um anjo sobre os olhos]. O livro Haka, de 1998, foi um grande sucesso de público e crítica. Entre suas obras premiadas estão Utu, publicado em 2005, e Zulu, de 2008.
 

Cristiane Sobral

cristina

Na  carreira artística há mais de 20 anos, tem atuado em cinema e teatro, áreas em que já foi dirigida por diretores renomados.

É escritora imortal na Academia de Letras do Brasil ocupante da cadeira 34. Tem várias publicações como Não vou mais lavar os pratos, (2011), Espelhos, miradouros, dialéticas da percepção (2011); e Só por hoje vou deixar o meu Cabelo em paz (2014).

Pesquisa o teatro negro brasileiro a fim de construir um conceito que contemple as especificidades e o arcabouço estético e político dessa manifestação dos povos da diáspora.


 

Conceição Evaristo

  É pesquisadora e escritora brasileira. Estreou na literatura em 1990, na série Cadernos Negros – antologia anual editada pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Entre suas  obras estão Ponciá Vicêncio, traduzida para o inglês e publicada nos Estados Unidos; Becos da Memória; Poemas da Recordação e outros movimentos; e os contos  Insubmissas lágrimas de mulheres; Olhos d’água.

Éle Semog

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Analista de sistemas com especialização em administração de empresas, atua no campo da literatura negra como poeta e contista. Fundou os Grupos Bate-boca de Poesias e Negrícia Poesia e Arte de Crioulo e coordenou o 1º e 3º Encontro de Poetas e Ficcionistas Negros Brasileiros na década de 1980. Tem textos publicados em diversas antologias de contos e poesia no Brasil e no exterior, artigos em diversas publicações nacionais, além de seus próprios livros.

 

Elisa Larkin Nascimento

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Elisa Larkin Nascimento é doutora em Psicologia e mestre em Direito e em Ciências Sociais. Preside o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO) e Coordena o tratamento técnico do acervo de Abdias Nascimento sob a guarda do IPEAFRO. Curadora de exposições educacionais e artísticas com base nesse acervo, escreveu ou organizou diversos livros além dos catálogos das exposições, inclusive Pan-africanismo na América do Sul (1981), Dois negros libertários (1984), A África na Escola Brasileira (1991), Dunia Ossaim: os afro-americanos e o meio-ambiente (1992), O sortilégio da cor (2003), Adinkra, Sabedoria em símbolos africanos (2009) e os quatro volumes da Coleção Sankofa: A matriz africana no mundo (2008), Cultura em movimento (2008), Guerreiras de natureza (2009) e Afrocentricidade (2009).

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 Emílio Júlio Braz

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É escritor com quase duzentos títulos publicados. Em 1988, recebeu o Prêmio Jabuti pela publicação de seu primeiro livro infanto-juvenil: SAGUAIRU. Em 1990 escreveu roteiros para o programa Os Trapalhões, da TV Globo, e algumas mininovelas para a televisão do Paraguai. Em 1997 ganhou o Austrian Children Book Award, na Áustria, pela versão alemã do livro Crianças na escuridão (Kinder im Dulkern) e o Blue Cobra Award, do Swiss Institute for Children’s Book. Com este livro também ganhou menção honrosa no Prêmio de Literatura Infantil-Juvenil do Escritório de Assuntos Estrangeiros do Senado Alemão.

José Jorge Siqueira

jose jorge Poeta e historiador, foi nos anos 80 um dos membros do Grupo Negrícia, do Rio de Janeiro. Autor de Sarapuí (2015), tem poemas publicados nos Cadernos Negros/Quilombhoje e Os Melhores Poemas. No campo da História, publicou Entre Orfeu e Xangô.

Lopito Feijo

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Poeta e crítico literário angolano, é um dos fundadores da Brigada Jovem de Literatura de Luanda (BJLL) e do Colectivo de Trabalhos Literários OHANDANJI, além de  membro da União dos Escritores Angolanos (UEA), onde exerceu o cargo de secretário para Relações Internacionais.

É membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia Casa Raul de Leoni e também membro da International Poetry dos EUA e da Maison Internationale de la Poesie, sediada em Bruxelas, Bélgica. Tem colaboração dispersa em publicações de Angola, Portugal, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América (EUA), Moçambique, São Tomé e Príncipe, Nigéria, etc.

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Manto Costa

Manto Costa é escritor, jornalista e historiador carioca. Lançou seu primeiro romance, Meu caro Júlio – A face oculta de Julinho da Adelaide (Sette Letras), na Bienal do Livro do Rio em 1997. É um dos autores da antologia de contos Terras de Palavras, da editora Pallas, lançado em 2004, onde se destacou com o conto O estranho Miles. A obra reúne autores negros, como Nei Lopes, Marcio Barbosa, Cuti, Landê Onawale e a porto-riquenha Maíra Santos-Febre. Seu trabalho mais recente, Circo de Pulgas (2014), foi selecionado pela Biblioteca Nacional.

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Mary Grueso Romano

É poeta e escritora afrocolombiana. Licenciada em Espanhol e Literatura, especialista em Lúdica e Recreação para o Desenvolvimento Social e Cultural, além de especialista em Literatura e Gestora Cultural. Entre seus livros estão Negra soy; El Mar y Tú  - poesia Afrocolombiana e El otro yo que si soy yo – poemas de Amor y Mar.

Reconhecida como Melhor Poeta Afrocolombiana pelo Museu Rayo de Roldanillo, foi também  incluída entre as 100 mulheres mais notáveis de Valle del Cauca no século XX pelo Conselho Presidencial para a Igualdade para Mulheres, em 2010; além de condecorada pelo Ministério da Cultura por sua dedicação ao enriquecimento da cultura ancestral das Comunidades Negras, “Raizales”, “Palenqueras” e afro-colombianas..

Nei Lopes

É compositor e intérprete de música popular, além de escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora. Suas canções foram gravadas por Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan, João Bosco e Ed Motta. Tem publicada em livro vasta obra centrada na temática africana e afro-originada. Entre seus mais de 30 livros publicados estão os romances Esta árvore dourada que supomos (2011); A lua triste descamba (2012); e Rio Negro, 50 (2015). O juvenil Kofi e o menino de fogo, de 2009, foi traduzido para francês. No mesmo ano, ganhou o prêmio Jabuti pelo paradidático História e Cultura Africana e Afro-brasileira.

Odete Semedo

Nascida em Guiné Bissau, Odete Semedo é professora da escola de formação de professores em Bissau e professora colaboradora da Universidade Colinas de Boé. Foi Ministra da Educação Nacional e Presidente da Comissão Nacional para a UNESCO. Entre seus títulos publicados em  Guiné-Bissau e no exterior estão Entre o Ser e o Amar; os contos SONÉÁ histórias e passadas que ouvi contar I e DJÊNIA histórias e passadas que ouvi contar II, ambos publicados em 2000; e No Fundo do Canto, livro de poesia, publicado em Portugal em 2003 e reeditado no Brasil pela NANDYALA Livros, em 2007.  Também publicado no Brasil, Guiné-Bissau: história, culturas, sociedade e literatura, 2011.

Paulo Lins

paulo lins

É poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor licenciado em Língua Portuguesa e Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entre suas obras publicadas estão o livro de poesias Sob o Sol (1986), os romances Cidade de Deus (1997) e Desde que o Samba é Samba (2012); além de Esses Poetas (1998), livro de poemas com seleção e organização de Heloisa Buarque de Holanda.

Paulo Pereira

paulo roberto pereira

Ensaísta e crítico literário, é doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de Acadêmico Titular da Academia Carioca de Letras. Com conferências no Brasil e no exterior, tem mais de uma centena de estudos sobre a cultura brasileira da época colonial ao século XX publicados. Colabora na Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras; Revista da Academia Mineira de Letras; Revista da Academia Carioca de Letras; Revista Tempo Brasileiro; Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Revista Colóquio Letras, de Lisboa; Revista de Cultura Brasileña, de Madri; e na imprensa carioca e paulista.

Pepetela

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Pepetela é o pseudônimo do escritor angolano Artur Pestana. Em 1975 participou da fundação da União de Escritores Angolanos.  Entre 1976 e 1982 foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a lecionar Sociologia na Universidade Agostinho Neto em Luanda, até 2008. Em 1997 ganhou o prêmio Camões pelo conjunto de sua obra. Entre seus livros estão Muana Puó (1978), A Gloriosa Família (1997) e o Tímido e as Mulheres (2013). Mora atualmente em Lisboa, Portugal.

Salgado Maranhão

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O maranhense Salgado Maranhão é poeta, jornalista, compositor (letrista) e consultor cultural. Ganhou vários Prêmios, entre os quais o Jabuti, em 1999, com o livro Mural de ventos, o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, em 2011, com o livro A cor da palavra, e o Prêmio Pen Clube de poesia, em 2014, pelo livro O mapa da tribo. Seus poemas estão traduzidos em inglês, italiano, francês, alemão, sueco, hebraico, japonês e esperanto.

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Teresa Cárdenas

  Escritora, poeta, atriz, contadora de histórias e assistente social cubana, é considerada uma das vozes mais relevantes da literatura para crianças e jovens. Entre seus livros estão Cartas para o céu, publicado em cinco países e ganhador do David Prize de 1997; Prêmio Hermanos Saiz Association de 1997 e Prêmio Nacional de Crítica Literária de 2000; e Contos Macucupé, publicado em seis países – entre eles Cuba, Brasil e Estados Unidos - e  ganhador de quatro prêmios.

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