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Cronologia da vida e da obra de Carolina Maria de Jesus

1914 – Nasce Carolina, a Bitita, a 14 de março, em Sacramento, interior de Minas Gerais, filha de Maria Carolina de Jesus e de João Cândido Veloso, pai que ela não conheceu.

1913/24 – Frequenta o Colégio Alan Kardec, fundado pelo educador e espírita Eurípedes Barsonulfo, onde estudou relativo aos dois anos do ensino fundamental.

1925/30 – Vive momentos de imigração com a mãe, passando muita fome e desprezo, em Lageado, Uberaba, Ribeirão Preto, Franca, onde trabalha na Santa Casa de Franca, como auxiliar de cozinha e empregada doméstica.

1937 – Morre a mãe, Maria Carolina de Jesus, e inicia seu processo de transferência para a cidade de São Paulo.

1948 – Muda-se para a favela do Canindé, já grávida do filho João José, do relacionamento com um português. É talvez o último ano em que ainda trabalha como emprega doméstica.

1950/53 – Nascem José Carlos e Vera Eunice, respectivamente, o primeiro filho de um espanhol, a segunda de um “rico empresário” estrangeiro. Passa a viver exclusivamente de catar papel e ferro velho nas ruas de São Paulo.

1955 – Inicia a escrita dos seus diários, contando as histórias e dramas vividos pelos favelados do Canindé, onde mora.

1958 – Conhece o repórter Audálio Dantas, responsável pelo seu aparecimento como escritora, primeiro através das reportagens do jornal Folha da Noite e depois da revista O Cruzeiro.

1960 – Publica no mês de agosto, com muito sucesso, o livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, pela editora Francisco Alves.

1961 – Publica o livro “Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada”, uma espécie de continuidade do livro anterior.

1963 – Publica o romance “Pedaços de fome”.

1969 – Muda-se para o sitio de Parelheiros, para isolar-se, em função de não conseguir adaptar-se à vida em um bairro de classe média.

1963-1976 - leva uma vida com muitos conflitos com editores, mas continua fazendo registros de sua vida, quando escreve suas memórias, falando de sua infância e juventude, a qual deu o título de “Um Brasil para brasileiros”, transformada depois no livro “Jounal de Bitita”, na versão publicada na França, editada aqui com sob o nome “Diário de Bitita”.

1977 – Falece, a 13 de fevereiro, de crise asmática, segundo a causa mortis. Como ela dizia sempre, depois de levar uma vida bastante atribulada: “fui vacinada com a bomba atômica”. Deixou três filhos: João José, José Carlos e Vera Eunice, e muitos netos.

1982 – Publica-se na França o livro “Journal de Bitita”.

1986 – “Journal de Bitita” é publicado no Brasil sob o título de “Diário de Bitita”.

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